sexta-feira, 11 de abril de 2008

Sua "Tropa de Elite" tem as armas certas?

"Tropa de elite, osso duro de roer, pega um, pega geral, também vai pegar você." Os versos da trilha sonora de um dos filmes brasileiros mais vistos e comentados dos últimos tempos ecoam no pequeno auditório da sede da seguradora Unibanco AIG, em um casarão da avenida Brasil, em São Paulo. São 20h de uma quinta-feira, 28 de fevereiro, quando o "caveira 69", Paulo Storani, 45, ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Especiais), é anunciado à platéia. Um slide com a frase "Construindo uma Tropa de Elite" esclarece o motivo do improvável encontro de mundos: um ex-policial do grupo de operações especiais da Polícia Militar do Rio e vendedores de seguro.

Sob aplausos, o palestrante entra na sala repleta e grita: "Caveira!". Storani, que está se convertendo em estrela do segmento motivacional, recebe de volta, em uníssono, a saudação, típica dos oficiais do batalhão. Entre os 60 ouvintes, estão clientes e funcionários da quarta maior seguradora do país. Poucas mulheres, todas de tailleur e salto alto, arriscam-se no ambiente masculino"

Este texto veio de uma reportagem que saiu na Revista da Folha sobre campanhas de motivação de vendas com o tema TROPA DE ELITE. Parece que é uma moda que vai demorar pra passar na área.

Dá para entender o porque: garra, agressividade, determinação e foco são características idealizadas para a área de vendas. Tudo muito bom, mas... e quando a empresa lança campanhas como essas para motivar os funcionários, conseguir bons resultados e não dá as ferramentas adequadas? Não treina a equipe, não muda nada no produto ou serviço oferecido ou nem ao menos determina com precisão seu público-alvo?

A abordagem é muito bem-vinda, mas vale lembrar: da mesma forma que o BOPE não sobe o morro com revolver de espoleta, matamos qualquer campanha de incentivo se nossas equipes não possuem as ferramentas adequadas para vender!!

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